7 & UMA SALVA DE PALMAS

manos7anosdepoisHá 7 anos, as manhãs voltaram a ser de espanto, contemplação e amamentação, continuava a beliscar-me para acreditar que já era mãe de dois rapazolas saudáveis e bem-dispostos. Continuava a sentir-me uma menina, com 30 anos, e o Benavente foi um privilégio para os 4 meses de licença de maternidade a que tive direito.
O Pedro ainda dava aulas, mas desta vez bem mais perto, aqui mesmo ao lado em Vagos. O Salvador tinha 4 anos e acompanhou com muita curiosidade toda a gravidez, com imensas perguntas, e a chegada do irmão foi muito desejada. A família voltou a aumentar no dia 1 de abril de 2010 e nós que achávamos que não seria possível dividir o amor que sentíamos percebemos que o amor não se divide, multiplica-se! Ao contrário do que nos iam dizendo, não sentimos qualquer mudança no comportamento do Salvador. Foi um irmão atento e curioso, nunca lhe identificámos atitudes de ciúmes ou dificuldade em lidar com a nova condição.
Quanto ao nosso Sebastião, o bebé grande de olhos enormes e marca Carvalho no tom de pele e cabelo farto, continua um miúdo gigante em doçura, cresceu também na teimosia. Se a escola não lhe interessa tanto é porque gosta bem mais de brincar, brincar, brincar. É de fácil convencimento e como sempre viu mais tv que o irmão a publicidade aproveita-se disso: pede tudo que vê…mas vai entendendo que mais ser criterioso no que quer porque não tem alternativa e não vamos nas suas cantigas!
patinadorÀ semelhança dos outros, é uma criança super saudável (come fruta até se enfrutar…) e ficou de cabeça dura com tanta queda que foi dando sozinho atrás do irmão nas suas investidas arrojadas para descobrir o mundo. É um às do equilíbrio e tem uma destreza física invejável. Sobe árvores e salta muros altíssimos, andar de bicicleta sem  rodas foi cena para fazer aos 3 anos e ficou viciado em futebol desde que entrou na escola! O relato dos jogos dos intervalos são a sua atividade favorita quando tentamos perceber como correu o dia na escola, quais letras e trabalhos quais quê???!!! É discreto no modo, mas rapidamente percebemos que em grupo de amigos todos lhe têm especial carinho…e eu acho que sei porquê e é nisso que muito o admiro: é muito sentimental e tem um sentido de compaixão fora do comum, para criança!
dreamteam_7anosSebastiao
Na celebração do seu 7º aniversário, para seu enorme contentamento, reuniu uma mão cheia de bons amigos numa tardada de jogo debaixo do céu de um dia magnífico de Primavera.
Disse-nos ao final do dia: – 
Preciso de uma bacia com água quente para os pés… – estava exausto –  foi um granda jogaço!
A família Giragirassol ficou bem mais rica (e divertida) desde a sua chegada, hoje somos cinco também graças a ele…não seríamos os mesmos sem o nosso pequeno gnochi !
cenap_sebastiao

INFÂNCIAS DO SÉX XXI…

A propósito de algumas conversas com amigos e de uma publicação recente do observador, com um álbum de “Como era ser criança no século passado” dou comigo a deter-me na infância das minhas crianças e a percorrer alguns dos últimos meses (finais de dia e fins de semana).
Se é verdade que no século passado “Não havia consolas a prender miúdos em casa, ninguém tinha medo da lama nem de partir um braço nos baloiços sem proteção. Do pião aos carrinhos de rolamentos, assim era brincar na rua há umas décadas.” também é bem verdade que hoje as crianças vão a exposições, viajam e passeiam muito mais, acedem ao conhecimento com mais facilidade (via net, livros, televisão), participam nas atividades e tarefas domésticas sem distinção de género, convivem com os amigos e muitas continuam a ter uma infância com uma componente muito importante de ar livre, de aventura, de risco e a imaginação pode muito bem continuar a ser companheira de muitas brincadeiras.
É verdade que as nossas crianças de hoje passam muito mais tempo nas escolas e nas instituições (ATL’s e Centros de Estudo)  do que certamente a maioria das famílias gostaria, mas como em tudo, há uma margem de manobra que nos cabe a nós e às pessoas com responsabilidades nestas diversasinstituições. É sempre possível fazer a diferença.  Basta estarmos atentos, exemplos não faltam!!!
Até porque, em muitos locais predominantemente rurais como aquele em que escolhemos viver (até agora) há muitas alternativas de espaços livres e públicos bastante acessíveis.
aventureiros
Nós por cá tentamos fazer a nossa parte e por isso é frequente as nossas crianças terminarem os dias:
com a roupa prontinha para seguir para o tira nódoas;
todos mal cheirosos com terra nas unhas;
andarem a saltar telhados para resgatar bolas;
assistirem ao por do sol  no parque a jogar à caçada;
andarem a roçar o chão em grandes fintas;
rasgarem calças a subir ao pinheiro que temos no jardim;
cobertos de arranhões e psiaduras de andarem a desbravar caminhos na vala encantada;
brincarem de equilibristas em gradeamentos e árvores caídas;
lerem o jornal enquanto lancham;
fazerem contas com frutas apanhadas do chão;
fazerem as suas elaboradas construções de lego enquanto afastam insectos e formigas;
conviverem com amigos em eventos que inventamos;
meterem as mãos na massa e misturarem ingredientes improváveis;
andarem à bulha por causa da espada que fazem dos paus que encontram no quintal;
etç….
E sim…é claro que também veem televisão e gostariam muito de jogar mais online, mas ainda somos nós que mandamos…
E DAMOS O EXEMPLO!
criancassecXXi

CAPITÃO FANTÁSTICO

Este fim-de-semana alugámos no MEO (modernices…antigamente íamos ao videoclube e tínhamos um cartão de sócios, conhecíamos as prateleiras de cor….) “Capitão Fantástico” (2016).

Um filme baseado num tema que nos desperta muita curosidade –  pessoas que procuram viver de forma mais natural e próxima da natureza possível, abandonando as comodidades da vida moderna, educando e procurando viver simples, rente ao essencial, longe da sociedade de consumo.

filme2

O filme conta a história de uma família “off the grid”* que por causa de uma tragédia é forçada a reconectar-se com a sociedade. Com assinatura do actor e realizador Matt Ross (“28 Hotel Rooms”), “Capitão Fantástico” foi apresentado no Festival de Cinema de Cannes onde, para além de receber uma ovação de pé, conquistou o prémio de realização na secção “Un Certain Regard”.

Foi um ótimo programa familiar no sofá da nossa casa.
A nós os dois deixou-nos a pensar no que é a educação certa e a educação errada e se estaremos a fazer o mais correto com os nossos filhos. Se é que existe isso do certo e errado?!…e foi um bom pretexto para falarmos da morte de forma menos pesada. E de treinarmos a compaixão.Esta cena é fantástica: Sweet Child O’ Mine Scene…

Ben Cash (Viggo Mortensen)  é um pai que, nas florestas selvagens do Pacífico Norte, dedica sua vida a educar e transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Mas, eles são forçados a deixar seu paraíso (onde vivem há 10 anos) e iniciar uma jornada pelo mundo exterior – um mundo que desafia a ideia do que realmente é ser pai e traz à tona tudo o que ele os ensinou.

Em “Capitão Fantástico”, Viggo Mortensen faz o pai de uma família pouco usual. Ele e os seis filhos vivem há mais de uma década em isolamento numa floresta, comendo o que caçam, plantando os próprios alimentos, lendo, fazendo exercícios físicos e celebrando o aniversário de Noam Chomsky. Ben, o personagem de Mortensen, rejeita o consumismo e quer proteger sua família da sociedade moderna.

OFF THE GRID – modo de vida de pessoas que decidiram largar “o que a maioria considera como normal para viver uma vida isolada e desconetada do ideal cultural dos grandes centros urbanos.

ÀS VEZES, ANDAR DE BICICLETA É COMO VOAR

sem-titulo

Nas memórias que tenho da minha infância, com os meus avós, há sempre bicicletas (além de carroças e carretas). (dizem que) Evoluímos e deixámos as bicicletas, a sorte é que voltámos (finalmente) a evoluir para regressar às bicicletas!

Na nossa rua (sim porque não desistimos de nos apropriar dela) as bicicletas continuam a circular, ora pedaladas com esforço por quem apenas a tem como único meio de transporte local, ora ganhando asas com os meninos em aventuras radicais ora ou como escolha premeditada de quem numa ida ao pão quer saborear cada frescura desse ar matinal e inaugural.
ÀS VEZES ANDAR DE BICICLETA É COMO VOAR…baixinho.
É na minha relíquia ferrugenta que adoro, comprada na feira da ladra há cerca de 14 anos, que eu faço grandes voos ao lado dos radicais…manosbicicleta2017

Contra la pedagogía tóxica poner en práctica el Art Thinking

ARTIGO PUBLICADO NO EL PAÍS, 13 FEVEREIRO 2017, REDIGIDO POR Ana Torres Menárguez

“Profesoras contra la pedagogía tóxica

Dos docentes de universidades públicas crean una nueva metodología para activar el deseo de aprender

En 2006, el pedagogo británico y gurú de la educación Ken Robinson hizo temblar las bases del sistema educativo con su charla TED Las escuelas matan la creatividad, con más de 43 millones de visitas. Robinson criticaba que los colegios son el primer freno con el que se encuentran los niños y alertaba sobre el desacierto de los programas educativos al primar materias como las matemáticas y arrinconar las más artísticas como la música o el dibujo bajo el pretexto de que no son útiles a la hora de encontrar un empleo. El diagnóstico estaba claro, pero nadie sabía muy bien la fórmula para conseguir que la escuela no mate la creatividad. Las profesoras universitarias María Acaso, de 46 años, y Clara Megías, de 32, parecen haberlo conseguido. Han desarrollado una nueva metodología para darle la vuelta a la forma de dar clase.

“Hay que acabar con la pedagogía tóxica y aplicar nuevas fórmulas para despertar el deseo de los estudiantes por aprender”, explica María Acaso, experta en innovación educativa y profesora de la Universidad Complutense. Su método, al que han llamado Art Thinking, tiene como base los descubrimientos de la neuroeducación, que estudia cómo aprende el cerebro, y cuyo principal hallazgo es que para que se produzca el aprendizaje es necesario encender una emoción, despertar la curiosidad del estudiante. Para ello, su metodología se inspira en los procesos de creación de arte.

La investigación de las docentes, que comenzó en el año 2011 y cuyos resultados se publicarán en el libro Art Thinking. Transformar la educación a través de las artes (Paidós), señala que en la pedagogía tradicional el esfuerzo está asociado al dolor, al malestar, y a la idea de que adquirir conocimiento tiene que ver con la ansiedad, el miedo o la evaluación. Su propuesta es incorporar el arte en la educación para generar placer y de esa forma conseguir que el esfuerzo y la constancia aparezcan de forma automática. Los profesores pueden emplear esta metodología para impartir cualquier asignatura.

En uno de los capítulos de su libro señalan que de las células madre del cerebro nacen a diario entre 4.000 y 5.000 neuronas, a través de un proceso llamado neurogénesis. Las actividades que se realizan desde pequeño crean circuitos neuronales; algunos se mantienen y otros desaparecen. ¿En función de qué? Cuando esas actividades no son significativas para nuestra vida diaria, se diluyen. “En el caso de un examen de un tema que no me interesa y con el que no he logrado establecer una conexión personal, los circuitos construidos me permitirán aprobar, pero no aprender. La información desaparecerá de forma automática nada más acabar la prueba”, explica Acaso. La clave para que el aprendizaje sea significativo, sostiene la docente, es que tanto la información como el proceso de enseñanza sean relevantes para el estudiante y se repitan.

Las investigaciones sobre neuroeducación demuestran que para activar el deseo de pensar es necesario encender previamente una emoción, y para ello es fundamental despertar la curiosidad. “Hay que comenzar la clase con un elemento provocador, puede ser una frase, un dibujo o un pensamiento; algo que resulte chocante”, indica Francisco Mora, profesor de la Facultad de Medicina de la Complutense y autor del libro Neuroeducación. Solo se puede aprender aquello que se ama.

“Desde que somos mamíferos hace más de 200 millones de años, la emoción es lo que nos mueve. Aquello que nos extraña, que no nos resulta monótono. Ahí se abre la ventana de la atención, imprescindible para aprender”, explica Mora.

Eso es lo que hizo María Acaso con sus alumnos de Bellas Artes en la Complutense. Un día apareció en clase con una sandía y frente al asombro de los estudiantes, la cortó y creó un cuadrado. Su intención era generar extrañamiento entre los estudiantes. “El ser humano está diseñado para prestar atención a lo que no es habitual. Una situación nueva que no sabes cómo resolver te atrae. Atención, emoción y aprendizaje. Ese es el orden según la neuroeducación”, remarca Acaso. En el aula se creó un clima muy diferente al habitual, en el que el silencio propio de la clase magistral, en la que el profesor habla y el estudiante escucha, dio paso a un debate sobre el significado de esa sandía. Una vez captada la atención de los alumnos, las dinámicas de aprendizaje cambian.

Acaso les explicó que esa sandía con forma cuadrada era una pieza del artista cubano Wilfredo Prieto llamada Políticamente correcto, y su intención era precisamente cuestionar los estándares de la educación, plantear por qué el mobiliario, los programas académicos y la forma de enseñar no han evolucionado. “Llevar una sandía a clase es un acto de subversión, hace que el aula explote”, explica.

En 2009, Acaso publicó el libro La educación artística no son manualidades, en el que criticaba que las disciplinas relacionadas con las artes han sido consideradas como un conocimiento de segunda categoría, prescindible, frente a los “conocimientos altos” como las matemáticas o las ciencias. En su opinión, el nuevo escenario laboral, en el que el número de robots no deja de aumentar, requerirá perfiles muy creativos, una cualidad que las máquinas no dominarán. “Precisamente al Art Thinking no le interesa demostrar hechos, no es una metodología cerrada basada en certezas, sino encender la curiosidad para activar procesos de investigación”.

En su libro, las dos profesoras desarrollan los cuatro puntos clave de esa nueva metodología: pensamiento divergente, incorporación del placer, alumnos y profesores como productores de contenidos y trabajo colaborativo y por proyectos. El próximo mes de julio organizan en Madrid un curso junto al colectivo Pedagogías Invisibles para 100 profesores de todos los niveles educativos en el que enseñarán cómo poner en práctica el Art Thinking.

“En la escuela se aprende a través de la memorización, sin pensar. La gente llega a la edad adulta y no sabe pensar por sí misma, se han dedicado a reproducir lo que dicen otros. Es cierto que necesitamos información en nuestra memoria, pero hay que cambiar el proceso por el que nos llega”, explica Clara Megías, profesora de la Facultad de Educación en la Universidad de Alcalá. Investigar y analizar por uno mismo. Cuestionar lo que se da como cierto. Eso es lo que hace el arte.

En 2009, Acaso publicó el libro La educación artística no son manualidades, en el que criticaba que las disciplinas relacionadas con las artes han sido consideradas como un conocimiento de segunda categoría, prescindible, frente a los “conocimientos altos” como las matemáticas o las ciencias. En su opinión, el nuevo escenario laboral, en el que el número de robots no deja de aumentar, requerirá perfiles muy creativos, una cualidad que las máquinas no dominarán. “Precisamente al Art Thinking no le interesa demostrar hechos, no es una metodología cerrada basada en certezas, sino encender la curiosidad para activar procesos de investigación”.

En su libro, las dos profesoras desarrollan los cuatro puntos clave de esa nueva metodología: pensamiento divergente, incorporación del placer, alumnos y profesores como productores de contenidos y trabajo colaborativo y por proyectos. El próximo mes de julio organizan en Madrid un curso junto al colectivo Pedagogías Invisibles para 100 profesores de todos los niveles educativos en el que enseñarán cómo poner en práctica el Art Thinking.

“En la escuela se aprende a través de la memorización, sin pensar. La gente llega a la edad adulta y no sabe pensar por sí misma, se han dedicado a reproducir lo que dicen otros. Es cierto que necesitamos información en nuestra memoria, pero hay que cambiar el proceso por el que nos llega”, explica Clara Megías, profesora de la Facultad de Educación en la Universidad de Alcalá. Investigar y analizar por uno mismo. Cuestionar lo que se da como cierto. Eso es lo que hace el arte.

Los cuatro elementos del Art Thinking

La metodología desarrollada por las profesoras María Acaso y Clara Megías se basa en cuatro elementos clave: un tipo de pensamiento diferente al pensamiento lógico al que han llamado pensamiento divergente; una experiencia estética basada en el placer; una refinición de la pedagogía para empezar a entenderla como una herramienta de producción tanto para profesores como para alumnos y una forma de aprendizaje basada en los proyectos y el trabajo colaborativo.

“El arte puede ser entendido como una metodología desde donde transformar la educación porque incorpora cuatro elementos clave”, señala Acaso. Son los siguientes:

Pensamiento divergente: fomenta un tipo de pensamiento crítico y no lineal “absolutamente necesario” para el desarrollo de conocimiento en la actualidad.

Placer: es el sentimiento que va unido a la emoción positiva, por lo que que hay que recuperarlo en educación. Sin el placer, no hay motivación y sin motivación no hay aprendizaje.

La educación como producción cultural: “defendemos la realidad de que un profesor y sus alumnos producen conocimiento al mismo nivel que otros profesionales, como los filósofos o escritores”.

Trabajo colaborativo: “olvidemos las asignaturas estancas: hay que trabajar por proyectos y en comunidad, tal como hacen muchos de los artistas contemporáneos”.

Los cuatro elementos del Art Thinking

La metodología desarrollada por las profesoras María Acaso y Clara Megías se basa en cuatro elementos clave: un tipo de pensamiento diferente al pensamiento lógico al que han llamado pensamiento divergente; una experiencia estética basada en el placer; una refinición de la pedagogía para empezar a entenderla como una herramienta de producción tanto para profesores como para alumnos y una forma de aprendizaje basada en los proyectos y el trabajo colaborativo.

“El arte puede ser entendido como una metodología desde donde transformar la educación porque incorpora cuatro elementos clave”, señala Acaso. Son los siguientes:

Pensamiento divergente: fomenta un tipo de pensamiento crítico y no lineal “absolutamente necesario” para el desarrollo de conocimiento en la actualidad.

Placer: es el sentimiento que va unido a la emoción positiva, por lo que que hay que recuperarlo en educación. Sin el placer, no hay motivación y sin motivación no hay aprendizaje.

La educación como producción cultural: “defendemos la realidad de que un profesor y sus alumnos producen conocimiento al mismo nivel que otros profesionales, como los filósofos o escritores”.

Trabajo colaborativo: “olvidemos las asignaturas estancas: hay que trabajar por proyectos y en comunidad, tal como hacen muchos de los artistas contemporáneos”.

Vale a pena acompanhar PEDAGOGIAS INVISIBLES – una asociación sin ánimo de lucro dedicada a la investigación y acción en el ámbito educativo y cualquier contexto social Nos definimos como colectivo que trabaja en Arte + Educación, un espacio transdisciplinar que busca promover nuevas formas de aprendizaje que nos lleven a crear otros imaginarios y diferentes formas de hacer y ver en el mundo; un espacio no clasificado en el que la innovación sea clave para la transformación.

VIDA PACATA

“Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino /Sem birra nem mossa, que só coça quando lhe dá/ Comichão/ À frente uma estrada, não muito encurvada atrás a/Carroça/
Grande e grossa que eu possa arrastar sem fazer pó no /Chão … ” 

Readers Digest, António Zambujo com letra do Miguel Araújo.

vidacampestre2017O domingo termina em frente à lareira. O Pedro partilha, comigo e com o Salvador, algumas das ideias de uma entrevista que está a ler no Expresso sobre educação; o Salomão acorda esfomeado de uma sesta tardia e despacha 3 fatias do bolo de chocolate e o chá de limão quase frio também lhe serve; o Sebastião vai servindo de ponto para o jogo que dentro em breve os vai levar até ao café.
Olho em redor: vida pacata a nossa.Vida boa!
Anoiteceu. No chão da sala legos, lá fora cães ladram, há um estendal repleto de roupa seca  para apanhar, na cozinha a louça do pequeno-almoço e do lanche vai esperar.Eles saem, o Salomão entretêm-se a construir um helicóptero, eu vou vigiando a lareira por cima das entrevistas.

Afinal, foram duas a merecer leitura atenta: César Bona (dizem que um dos 50 melhores professores do mundo, finalista do Global Prize) onde fala da escola, da importância de convidar os alunos a pensar, da infância que muitas criança deixaram de ter e da urgência em mudar o sistema atual…nenhuma novidade, mais um a tocar nos aspetos que também nos interpelam e incomodam!!!

Paro no essencial,  a pergunta que a certa altura ele colocaria aos pais, porque é aqui que nós podemos agir: “Conseguiram desfrutar da infância deles?” Assertivamente SIM. Fazemos por isso todos os dias. Se é fácil? Não. Se o conseguimos fazer 100% como gostaríamos? Não. Mas fazemos o nosso melhor e somos felizes com o que conseguimos fazer juntos. Cada vez mais as nossas opções tem subjacente a premissa de podermos dispor de mais tempo juntos.A cinco.Sabemos que este tempo de infância voa…afinal o Salvador já tem 10 anos!

jogoscaseiros

meninosabrincar

A outra entrevista trata-se do mais conhecido psicinalista português, António Coimbra de Matos, onde ele fala da sua longa vida, da experiência na área em que se especializou e do amor. A certa altura, a propósito de um dos seus livros ele diz sobre o amor que “Mais importante que a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim (…) é ter a certeza  que estou no interior do meu objeto, que a minha mae pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu .” e refere que “acho que fui bem amado pela minha mãe e pelo meu pai (…), a minha mãe gostava muito dos filhos” fazendo referência a duas personalidades bem distintas…
Gostava muito de ser recordada pelos meus filhos como uma pessoa feliz, de bem com a vida, como mulher que adorava ser mãe e que vivia a maternidade como uma fonte de inspiração permanente.

E daí a vida pacata.
Que continuem os domingos perfeitos: juntos, sem carro, com terraço sobre a paisagem, refeições em pijama com borboletas em redor, cantorias, adrenalina, aventuras e brincadeiras.  Vizinhos e rua só para nós. Música e silêncio. Pés encharcados de água e unhas sujas de terra. Ladeiras para descer e muros para saltar. Avós e gelados.